Uma Belo Horizonte para todos e para cada um

Escrito por teszet

14 de novembro de 2019

Nos últimos meses, temos acompanhado o desafio que é ser um trabalhador formal no Brasil. Com mais de 14 milhões de desempregados no país, números que são os maiores de uma série histórica iniciada pelo IBGE em 2012, surgem, de diferentes correntes, reclamações e soluções mágicas para combater o comércio de ambulantes nas ruas de Belo Horizonte. Logicamente, somos pelo cumprimento do Código de Posturas da cidade, mas, antes de tudo, estamos voltados para o cidadão que precisa sobreviver, ter dignidade e, para isso, procura na informalidade a solução para dar conta da vida.

Não restam dúvidas que se os ambulantes tivessem a opção de um trabalho formal digno, procurariam outros caminhos. Basta lembrar de pesquisa realizada pela própria PBH em abril deste ano, que revelou que 75% das pessoas que estão comercializando produtos nas ruas já tiveram carteira assinada. O desemprego perverso e a lógica do mercado em detrimento de uma vida digna dos cidadãos têm empurrado os trabalhadores para a informalidade. Diante disso, o que fazer? Expulsá-lo das ruas como solução ou, democraticamente, pensarmos juntos em ações para enfrentar esse tipo de problema?

Governar uma cidade como Belo Horizonte implica não só pensar no comércio e empresários formais, mas, sim, também em ações e políticas que possam resultar em uma nova relação e propostas para os ambulantes. Precisamos reforçar inúmeras ações como a da abertura de vagas para esses ambulantes em shoppings populares, com aluguel a preço justo e viável. Outra medida são ações de fortalecimento da economia solidária no município. E nossa contribuição para essa medida foi propor, na Reforma Administrativa da PBH que tramitou neste mês na Câmara, uma subemenda para a criação da Comissão de Economia Solidária na cidade. É também urgente a abertura de vagas em feiras para comercialização.

A solução é o diálogo e a participação popular. A providência que esperamos da PBH é essa! Uma construção conjunta para esse grave problema que tende a ficar ainda mais grave pelos rumos econômicos que têm sido dados ao nosso país. Belo Horizonte é do comerciante e do ambulante. É de todos e de cada um.

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