A desumanidade como política

Escrito por teszet

28 de dezembro de 2019

Nada pior do que a insensibilidade, pessoal, política, social e econômica no momento de falar do outro. Na última segunda-feira, 13 de maio, o vereador Mateus Simões, em artigo, explicitou não somente a sua desumanidade, como também o desconhecimento sobre a população em situação de rua de Belo Horizonte.

Atualmente, são mais de 6 mil pessoas que vivem nas ruas não porque desejam, mas porque não têm outra possibilidade. Em primeiro lugar, o vereador do Partido Novo tenta estigmatizar essa população, sem levar em conta que a política liberal defendida por seu partido, por seu governador e explicitada num governo federal antipovo, tem se refletido no crescimento da pobreza do país.

São mais de 13 milhões de pessoas sem emprego. São famílias inteiras vivendo nas ruas, são pessoas que, devido à crise econômica, não têm um local para morar. Vivemos, infelizmente, num país que voltou ao Mapa da Fome e, sem geração de emprego, é impossível para muitos conseguirem uma vaga num mercado de trabalho cada vez mais excludente, resultado de uma reforma trabalhista perversa com os trabalhadores.

Ora, quando fala que, em Belo Horizonte, as ruas têm donos, o que deseja o vereador? Por acaso, as ruas pertencem mais a uns do que a outros? Falar em remoção compulsória soa como querer higienizar a cidade.

Por que o parlamentar não propõe políticas mais efetivas para retirar essa população de rua, mas com a dignidade de um emprego, de uma casa para morar? Em vez disso, ele prefere falar do incômodo, em suas palavras, de “pessoas que transformam as calçadas e praças em casas, restaurante ou banheiro público”. Soa preconceituoso, discriminatório.

Para o vereador do velho Novo, as calçadas podem ser ocupadas por patinetes e bicicletas de aplicativos. Assim como por cocô de cachorrinhos da classe média sem causar nenhuma indignação. Mas pobre, mendigos e sem tetos, aí é demais!!! Ou seja, ao poder econômico, tudo. Aos pobres, nem as ruas!!!

Se há um problema na cidade, vereador, temos que discuti-lo e propor ações mais concretas. É o nosso papel, fomos eleitos para isso. O que não vale é prejudicar cidadãos já fragilizados em prol de alguns que utilizam seu incômodo para segregar.

Uma desinformação difundida pelo vereador, em seu artigo, foi a de que o executivo municipal nada tem feito para reverter essa situação. Em época de fake news, publicizar mentiras como essa é um desserviço para a população. Nos últimos anos, foram criadas duas unidades de acolhimento no antigo Hotel Bragança, no Centro, para abrigar a população em situação de rua. Atualmente, há 1.054 vagas para abrigamento e 98 bolsas-moradia. É um número insuficiente, mas não inexistente.

A nossa luta é pela ampliação dos direitos dessa população. É para efetivar políticas e ações que deem dignidade a essas pessoas para que a população em situação de rua possa ocupar todos os lugares públicos da cidade, que pertencem a todos e não somente aos ricos.

O resto é preconceito, falta de informação, insensibilidade. Em Belo Horizonte, as ruas têm donos, sim. Pertencem a todos e a cada um dos cidadãos belo-horizontinos.

Pedro Patrus
Vereador – PT/BH

Olá, mundo!

Boas-vindas ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e então comece a escrever!

MGS/Caixa Escolar

MGS/Caixa Escolar

Trabalhadores terceirizados da MGS e Caixa Escolar também denunciaram um possível corte do Ticket Alimentação, benefício que garante a alimentação dessas pessoas e é essencial neste momento. Apesar de ter sido pago no mês de abril, não há garantias de que isso...

Cesta básica para alunos da EJA

Cesta básica para alunos da EJA

O Fórum de Educação de Jovens e Adultos da Região Metropolitana de BH solicitou ao mandato uma intervenção junto ao prefeito Alexandre Kalil para que os educandos da EJA também entrassem na lista de urgência para recebimento das cestas básicas que estão sendo...

Transporte coletivo lotado

Transporte coletivo lotado

A partir de diversas denúncias de que coletivos de Belo Horizonte, mesmo depois de orientações da PBH, continuavam rodando lotados, fizemos uma solicitação ao prefeito Alexandre Kalil para aumentar a fiscalização dos ônibus da capital. Usuários têm reclamado que as...

Fiscalização Desrespeito a protocolos de higiene

Fiscalização Desrespeito a protocolos de higiene

Nosso mandato tem recebido denúncias de que alguns estabelecimentos listados como serviços essenciais, principalmente supermercados, não têm respeitado as orientações e protocolos de higiene de combate ao coronavírus.  Para que a população não corra nenhum risco, o...

Oficineiros do Programa Fica Vivo

Oficineiros do Programa Fica Vivo

O mandato do vereador Pedro Patrus foi procurado pelos oficineiros do Programa Fica Vivo que expuseram um problema grave que está ocorrendo com centenas de trabalhadores residentes em comunidades e periferias.  Com o isolamento social imposto pela pandemia do...

Trabalhadores de serviços essenciais

Trabalhadores de serviços essenciais

Propostas para serem implementadas imediatamente relacionadas ao treinamento e oferta de equipamentos de segurança para todos os trabalhadores da área de serviços considerados essenciais (que continuam em plantão presencial, mesmo que em escala mínima).

População em situação de Rua

População em situação de Rua

Propostas sobre atendimento à população de rua: Ampliação do programa Bolsa Moradia para atender famílias e indivíduos em situação de rua que são mais vulneráveis ao COVID-19, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças crônicas como diabetes,...

Mais Postagens

Olá, mundo!

Boas-vindas ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e então comece a...

MGS/Caixa Escolar

MGS/Caixa Escolar

Trabalhadores terceirizados da MGS e Caixa Escolar também denunciaram um possível corte do Ticket...

Mais Postagens

Olá, mundo!

Boas-vindas ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e então comece a...